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09/05/07 - Vacina contra câncer de útero é 98% eficaz.
09/05/07 - Vírus da hepatite C eleva risco de câncer linfático.
09/05/07 - Farmácia Popular já está presente em todos os estados.



 

  Vacina contra câncer de útero é 98% eficaz

A primeira vacina contra o câncer de colo de útero, comercializada desde 2006, é quase 100% eficaz contra as cepas do papilomavírus humano (HPV) causadoras da maioria dos tumores cancerosos uterinos, revelou um estudo internacional divulgado nesta quarta-feira.

A vacina Gardasil, do grupo farmacêutico americano Merck, foi testada em mais de 12 mil mulheres, com idades de 15 a 26 anos, não infectadas pelo papilomavírus, em uma dezena de hospitais de 13 países. A metade do grupo foi vacinada, enquanto a outra metade recebeu um placebo.

"Trata-se da primeria vacina concebida especificamente contra o desenvolvimento de um câncer", disse o doutor Kevin Ault, professor de Ginecologia em Atlanta, que contribuiu para a elaboração da vacina e do estudo. "Este teste clínico deixa claro que a vacina é 98% eficaz e não representa riscos, como mostram os poucos casos de efeitos colaterais severos", acrescentou.

Segundo os autores do estudo, que será publicado na edição desta quinta-feira do New England Journal of Medicine, a Gardasil permite desenvolver imunidade contra quatro cepas de papilomavírus humanos (6, 11, 16 e 18). O teste clínico demonstrou que a vacina é quase 100% eficaz contra as cepas 16 e 18, responsáveis por 70% dos cânceres uterinos.

A Gardasil também se mostrou eficaz contra as cepas 6 e 11 do vírus, que causam 90% das verrugas no ânus e nos órgãos genitais. O câncer de útero é o segundo câncer mais letal entre as mulheres, matando 240 mil no mundo por ano. Quinhentos mil casos de câncer de colo de útero são diagnosticados anualmente em todo o mundo.

Fonte: AFP



  Vírus da hepatite C eleva risco de câncer linfático

A hepatite C aumenta de 20% a 30% os riscos de câncer no sistema linfático, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos. A pesquisa foi feita por cientistas do Instituto Americano do Câncer (NCI, sigla em inglês) e do Baylor College de Medicina, no Texas, cujos trabalhos aparecem publicados na edição de quarta-feira do Journal of the American Medical Association (Jama).
Os especialistas analisaram os históricos médicos de mais de 700 mil pessoas tratadas em hospitais de ex-combatentes nos Estados Unidos entre 1996 e 2004. A maior parte era de homens (97%), a maioria de brancos, com idade média de 52 anos. De todos estes pacientes, 146.394 foram diagnosticados com uma infecção do vírus da hepatite C, enquanto 572.293 não tinham sido infectados.

Os autores do estudo encontraram um risco maior de linfoma entre os infectados ao curso de cinco anos. "Trata-se de um dos estudos mais vastos realizados até hoje para avaliar o vínculo entre a infecção pelo vírus da hepatite C e os cânceres linfáticos", disse o doutor John Niederhuber, diretor do NCI.

"Como a precaução ou as causas dos linfomas permanecem amplamente desconhecidas, estabelecer os fatores que contribuem para seu desenvolvimento é o primeiro passo para encontrarmos meios de reduzir sua incidência e mortalidade", afirmou.

A hepatite C é uma inflamação do fígado que pode evoluir para cirrose ou câncer de fígado, e o vírus responsável pela doença é transmitido por contato direto com os fluidos das pessoas infectadas. As principais formas de transmissão são as relações sexuais sem proteção e o compartilhamento de seringas.

Segundo o doutor Eric Engels, um dos cientistas do NCI participantes do estudo, "é preciso fazer mais pesquisas para esclarecer o vínculo entre a infecção do vírus da hepatite C e os linfomas". Mais de 4,1 milhões de pessoas estão infectadas com o vírus causador da doença nos Estados Unidos, o que corresponde a 1,6% da população.

Fonte: AFP




  Farmácia Popular já está presente em todos os estados

Com a inauguração esta semana de uma unidade da Farmácia Popular do Brasil em Cuiabá, no Mato Grosso - última unidade da Federação a aderir ao programa -, todos os estados do país passam a contar com o serviço. Esta é a 296ª unidade do Farmácia Popular, uma parceria do Ministério da Saúde (MS) com municípios e entidades filantrópicas. A meta do MS é que outras 230 novas unidades do programa, já habilitadas mas ainda não inauguradas, estejam em pleno funcionamento até o final do ano. Há a previsão, ainda, da assinatura de 80 novos convênios com municípios até dezembro de 2007. Os medicamentos são oferecidos aos usuários a preço de custo, depois de adquiridos pela Fiocruz exclusivamente para o programa. São, no mínimo, 95 itens oferecidos, que correspondem a duas mil apresentações comerciais com desconto de até 90% em relação ao preço cobrado nas farmácias privadas.

No Mato Grosso já foram habilitadas cinco novas farmácias populares a serem inauguradas até o segundo semestre. Além da unidade de Cuiabá, estarão abertas ao público as unidades de Cáceres, Sinop, Tangará da Serra e Várzea Grande. A unidade de Cuiabá está preparada para atender a aproximadamente 500 mil pessoas e fica na Rua Diogo Domingos Ferreira 402, no bairro Bandeirantes. Para ter acesso aos medicamentos, basta o interessado se dirigir à farmácia popular com receita médica ou odontológica. Não há necessidade de o usuário passar por qualquer procedimento burocrático.

As farmácias populares contam com, no mínimo, 95 itens de medicamentos correspondentes a duas mil unidades ou apresentações comerciais, entre frascos, cartelas, bisnagas, injetáveis e preservativos masculinos. Por meio da Fiocruz, os medicamentos são adquiridos em laboratórios públicos e privados do país. Dessa forma, é possível reduzir, em média, até 90% no preço dos produtos e nas despesas dos usuários com aquisição de medicamentos.

Os dez medicamentos mais procurados nas farmácias populares são sinvastatina (redutor de colesterol), omeprazol (contra gastrite), captopril (para hipertensão), atenolol (para hipertensão), enalapril (para hipertensão), ácido acetil-salicílico (analgésico e coadjuvante no tratamento da hipertensão), metformina (contra diabetes), ranitidina (contra gastrite), nifedipina e mononitrato de isossorbida (para o tratamento de doenças cardiovasculares). Há casos em que o medicamento pode ser adquirido nas farmácias populares por um preço seis vezes menor que o praticado pelo mercado.

As farmácias populares funcionam das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 12h, aos sábados. Seguindo o padrão do programa, todos os estabelecimentos são equipados com aparelho de televisão e vídeo/dvd para a exibição de campanhas do MS. Todas as unidades têm estrutura adaptada à realidade regional, além de farmacêuticos e funcionários qualificados para orientar o usuário sobre os cuidados com a saúde e o uso correto dos medicamentos.

A lista de produtos disponíveis nas farmácias populares está de acordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) e leva em consideração as prioridades nacionais de saúde, a segurança, a eficácia terapêutica, a qualidade e a disponibilidade dos medicamentos.

Os principais beneficiários do programa são pessoas com dificuldade financeira para manter o tratamento da doença em razão dos preços dos medicamentos praticados no mercado, principalmente pacientes que sofrem de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas gástricos. Foi pensando nessa parcela da população - e também nos brasileiros que não utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS), mas não querem pagar caro pelo medicamento - que o Governo Federal criou o Farmácia Popular do Brasil.

Além das 296 farmácias populares funcionando em parceria com prefeituras de 239 municípios, o programa Farmácia Popular do Brasil também abrange 3.276 drogarias privadas credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular. As farmácias credenciadas, graças à expansão do programa para a rede privada em março de 2006, oferecem à população medicamentos de combate à hipertensão e diabetes com até 90% de desconto sob o preço praticado no mercado aos usuários que apresentem, no ato da compra, a receita médica e o documento CPF.

Informações sobre a lista completa dos medicamentos oferecidos nas farmácias populares, as patologias atendidas, os endereços das unidades e as orientações sobre cadastramento de farmácias e drogarias privadas na fase de expansão podem ser obtidas por meio do Disque Saúde (0800 61 1997) ou no site do MS.

Fonte: Agência Fiocruz








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